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Meus caros Irmãos

Aproxima-se o Natal, a chamada época de Paz e Amor. Poderíamos ser levados a pensar que esta expressão pertence unicamente à religião Católica e que foi apropriada, actualmente, pela sociedade de consumo. No entanto, por detrás do mito existe uma realidade histórica bem diferente. É nesse sentido da procura da realidade por detrás dos mitos -, que vos escrevo esta prancha. Ao longo da história da humanidade, as religiões quaisquer que fossem -, apropriaram-se de determinados acontecimentos que copiaram da tradição primordial e fizeram-nos sua pertença em definitivo. Nada de mais falso; a humanidade evolui por grandes ciclos, muito diferentes dos pequenos ciclos a que estamos habituados face à curta passagem que temos pela vida terrena.

O que são 2000 anos na história da humanidade ? A acreditarmos que há uma entidade reguladora de todo este processo, a que entre nós chamamos Grande Arquitecto do Universo, como tem Ele resolvido o problema dos seus enviados à Terra (Avataras), desde à 8 milhões de anos ?

Foi para pensarmos um pouco que há uma outra história que precisa de vir ao nosso conhecimento para que possa reinar a Sabedoria, que vos ofereço esta prancha. A Verdade contém diversas verdades adaptadas ao tempo e ao contexto em que são proferidas. É indo à procura das diversas expressões da Verdade que podemos dizer que somos homens livres pois não ficamos fascinados/obcecados por um único aspecto dessa Verdade (tomando-a como única) mas temos oportunidade de nos aproximarmos da sua essência total.

Segundo a tradição cristã, Jesus nasceu às zero horas do dia 25 de Dezembro. Mas a data de nascimento de Jesus tem, de há muito, constituído problemática de discussão por parte de muitos e autorizados intérpretes da tradição geral e católica em particular. Terá, de facto, Jesus nascido a 25 de Dezembro? Hoje sabemos que não, pois ignoramos em definitivo a sua data de nascimento. Além de uma menção apócrifa ( sem possibilidade de confirmação histórica), de Josefo, historiador judeu do primeiro século, não existem quaisquer documentos, nem fontes históricas, acerca da sua existência e da sua vida.

A data do seu nascimento foi variando consoante o tempo e as seitas cristãs de que dela se serviram. Há conhecimento de, pelo menos, 136 datas diferentes. Só em 337 d.C. o Papa Júlio I encerrou em definitivo o assunto, estabelecendo canonicamente o dia 25 de Dezembro como o nascimento de Jesus. Antes disso, durante todo esse tempo, a celebração do Natal fazia-se a 6 de Janeiro, data da visita dos Magos a Belém (Epifania). A data de 25 de Dezembro foi uma adaptação pois o historiador Crisóstomo, afirmava no ano de 390 d.C. que & também em Roma foi fixado, ultimamente, o nascimento de Cristo, de modo que, enquanto os pagãos celebravam as suas cerimónias, os cristãos pudessem realizar os seus ritos sem serem molestados. Assim, Crisóstomo, revela-nos que o motivo inicial da fixação da data 25 de Dezembro foi de ordem essencialmente pragmática, isto é, permitir que os cristãos celebrassem a sua festa sem serem molestados pelas autoridades pagãs.