Jesus nasce de uma Virgem

By | May 9, 2006

No entanto, existe um indicativo precioso no texto daquele autor; a menção à festa pagã desde há muito efectuada também nesta data. Essa festividade era a Brumália, em honra de Baco que, tal como Jesus, era cultuado pelos pagãos como um Salvador, um Deus Solar, pois o seu reaparecimento no hemisfério norte, permitia à humanidade que as sementes deitadas à terra, dessem fruto.

A civilização mediterrânica tinha sido viveiro de numerosos cultos e rituais pagãos. Alguns séculos antes de Jesus, e mesmo coevos do seu tempo, abundavam os templos e aras dedicados aos deuses tidos por solares, tais como Hércules entre os romanos, Apolo para os gregos, Adónis para os sírios, Osíris para os egípcios e o nosso Endovélico que foi adoptado inclusivé pelos romanos aquando da invasão de península Ibérica. Coisa curiosa é o facto, não obstante das diferenças sócio-políticas, raciais e culturais desses povos, dos cerimoniais serem similares e as linhas mestras das vidas dos seus heróis coincidentes. Assim, podemos ver que todos eles nasceram muito próximos do dia do nosso Natal; todos nasceram de uma mãe virgem; vieram à luz numa caverna ou gruta; foram considerados salvadores e mediadores entre os homens e o Deus/deuses; se consagraram ao serviço da humanidade e, finalmente, desceram aos infernos (infers/mundos interiores) fazendo a sua ressureição pouco tempo depois.

Assim, podemos verificar que todos os deuses de características solares nascem, segundo a tradição e mitologia, no solstício de Inverno, logo após o dia mais curto do ano, quando a luz solar (dia) começa o seu crescimento até à plenitude do solstício de Verão, em Junho. A data do solstício de Inverno foi sempre uma data com notariedade. Povos como os germanos, organizavam grandes festejos em sua honra. Os sacerdotes druidas utilizavam os ramos de visco para celebrarem o Sol nascente, o nasciturno. Dos vários cultos da época de Jesus, sobressaía, sem dúvida, o poderoso culto a Mithra, um deus solar. De origem iraniana, havia-se infiltrado por todo o império romano devido à acção das suas tropas. Mithra, também ele um Deus salvífico, havia nascido em 25 de Dezembro, celebrando o novo renascimento do Sol, o Natalis Solis.

A entrada do Sol no signo de Capricórnio permitia relacionar o mito Solar, difundido e aceite pelo povo, com a figura de Jesus, inculcando na tradição que ele nasceu como filho de Deus, dadas as relações de analogia com a natividade de Mithra. E foi por isso que Jesus passou a ser denominado o Sol da Rectidão para que substituísse Mithra, o Deus pagão da Luz, chamado Sol Invictus.

Jesus nasce de uma Virgem. Mas todos os deuses solares nascem de virgens. A maioria dos credos da antiguidade possui as suas imaculadas, as suas Marias ou Mayas. O nome de Maria provém de maré, que significa mar, simbolicamente a grande água a grande ilusão. A Virgem Maria, ela mesma, é conhecida como Stella Maris , Estrela do Mar.

A mãe de Mithra chamava-se Aredvi /esposa do Deus primordial), era virgem e imaculada. A mãe de Yeseus Krishna que viveu 3500 anos a.C., Devaki, era também virgem e imaculada. Repare-se na extraordinária semelhança entre os nomes de Yeseus Krishna e Jesus Cristo.

Não pode constituir pura casualidade que tantas virgens-mães e deusas da antiguidade tivessem nomes idênticos: a mãe de Baco era Mhyra; a mãe de Hermes ou Mercúrio chamava-se Myrra; Buda nasceu de Maya, E todos estes nomes Mhyra, Myrra, Maya e Maré são o mesmo que Maria.

De todos os factos históricos indicados atrás podemos intentar uma interpretação astrológica: O Filho de Deus, o Messias, nasce sempre de uma virgem, porque a 24 de Dezembro o signo zodiacal de Virgo (Virgem), ascende no horizonte. O simbolismo é evidente. Virgo permanece como signo ascendente, após ter dado à luz o seu filho, o Sol. Como Virgem Celestial permanece inalterável, imaculada, quando o Sol surge, dela, nos céus. Assim, Jesus o Messias, tal como o Sol nascente, nasce criança, débil e frágil, como os dias que iniciam timidamente o seu crescimento, duma Virgem Imaculada e Pura.

Como repararam, mantive durante toda esta prancha o nome de nascimento deste Deus Solar, unicamente como Jesus. Nunca o tratei por Cristo porque isso é outra estória. Se me permitirem, contá-la-ei numa prancha dedicada à Páscoa quando Ele se transmuta num Cristo.