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Em 2005 efectuaram as primeiras eleições

Em 2004 realizou-se no Porto e em Vila Real de Trás-os-Montes a IV reunião do Comité da Confederação das Grandes Lojas Unidas da Europa na presença de 450 maçons, oriundos da Grande Loja Nacional Portuguesa e de convidados de diversos países limítrofes e europeus. Esta cerimónia foi presidida pelo grão-mestre português Álvaro Carva, estando como Presidente da Confederação das Grandes Lojas Unidas da Europa, Jean-Claude Bousquet e que foi grão-mestre da Grande Loja da França. Foi, nessa data, criada por designers nacionais uma medalha comemorativa deste encontro.O seu dirigente nacional assume o título de Grão-Mestre, sendo o seu primeiro responsável máximo Álvaro Carva, para o mandato de 2000–2005.

Em 2005 efectuaram as primeiras eleições e em 2006 tomou posse como II Grão-Mestre e I Grão-Mestre Eleito, após votação favorável dos Mestres Maçons o seu anterior responsável – o Mestre Instalado Álvaro Carva, para o mandato 2006-2008. Que tomou posse em Lisboa, na presença de 250 Obreiros e de 18 delegações internacionais provenientes de todos os Continentes, tendo recebido o malhete – após ter circulado por todos os grão-mestres presentes – e que lhe foi directamente entregue pelo Presidente da Confederação das Grandes Lojas Unidas da Europa que vigorava nessa data: Bernard Bertry, past- grão-mestre da Grande Loja Tradicional e Simbólica – OPERA, que conta com 15 mil membros.

O grão-mestre é eleito pelos representantes Mestre Maçons, após sancionamento pelo Grande Conselho de Mestres e, exceptuando-se na Escandinávia e na Grã-Bretanha, onde o Rei é o presidente nato e vitalício, na Grande Loja Nacional Portuguesa o mandato é de dois anos e são promovidas eleições gerais. Não podendo o grão-mestre transgredir as normas internas e constitucionais ou regulamentares. Na Grande Loja Nacional Portuguesa os restantes Grandes Oficiais, com excepção do Grande Tesoureiro são escolhidos pelo grão-mestre após sancionamento por parte do Grande Conselho de Mestres e, nalgumas Obediências este Órgão de Estrutura pode assumir outros nomes: Grande Conselho, Conselho Federal, Grande Capítulo, Conselho de Curadores.

Na Grande Loja Nacional Portuguesa o Grande Tesoureiro é eleito de entre todos como norma reguladora e de separação clara entre a responsabilidade espiritual e a financeira. Desde 2000 que a Grande Loja Nacional Portuguesa tem renovado o mandato a José Prudêncio (2000-2005), (2006-2008) e, agora, para o mandato (2008-2010). O Grande Oficial e Grande Tesoureiro José Prudêncio é TOC e apresenta, tal como definem o Regulamento Geral, as contas da Obediência anualmente. Que têm de ser discutidas, avaliadas, inspeccionadas e aprovadas em Assembleia Geral de Grande Loja.

O Regulamento Geral da Grande Loja Nacional Portuguesa prevê após a primeira votação mandatos de dois em dois anos. Em conformidade, em 2008 procederam de novo às eleições e os Mestres Maçons decidiram indicar como III grão-mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa, o Mestre Instalado Jorge Barata da Silva, de Tavira, para o mandato 2008-2010. Que tomou posse a 20 de Abril de 2008 na presença de 250 Obreiros, para além dos representantes das Lojas da Grande Loja e de 15 delegações internacionais na cidade do Porto.

Meus caros Irmãos

Aproxima-se o Natal, a chamada época de Paz e Amor. Poderíamos ser levados a pensar que esta expressão pertence unicamente à religião Católica e que foi apropriada, actualmente, pela sociedade de consumo. No entanto, por detrás do mito existe uma realidade histórica bem diferente. É nesse sentido da procura da realidade por detrás dos mitos -, que vos escrevo esta prancha. Ao longo da história da humanidade, as religiões quaisquer que fossem -, apropriaram-se de determinados acontecimentos que copiaram da tradição primordial e fizeram-nos sua pertença em definitivo. Nada de mais falso; a humanidade evolui por grandes ciclos, muito diferentes dos pequenos ciclos a que estamos habituados face à curta passagem que temos pela vida terrena.

O que são 2000 anos na história da humanidade ? A acreditarmos que há uma entidade reguladora de todo este processo, a que entre nós chamamos Grande Arquitecto do Universo, como tem Ele resolvido o problema dos seus enviados à Terra (Avataras), desde à 8 milhões de anos ?

Foi para pensarmos um pouco que há uma outra história que precisa de vir ao nosso conhecimento para que possa reinar a Sabedoria, que vos ofereço esta prancha. A Verdade contém diversas verdades adaptadas ao tempo e ao contexto em que são proferidas. É indo à procura das diversas expressões da Verdade que podemos dizer que somos homens livres pois não ficamos fascinados/obcecados por um único aspecto dessa Verdade (tomando-a como única) mas temos oportunidade de nos aproximarmos da sua essência total.

Segundo a tradição cristã, Jesus nasceu às zero horas do dia 25 de Dezembro. Mas a data de nascimento de Jesus tem, de há muito, constituído problemática de discussão por parte de muitos e autorizados intérpretes da tradição geral e católica em particular. Terá, de facto, Jesus nascido a 25 de Dezembro? Hoje sabemos que não, pois ignoramos em definitivo a sua data de nascimento. Além de uma menção apócrifa ( sem possibilidade de confirmação histórica), de Josefo, historiador judeu do primeiro século, não existem quaisquer documentos, nem fontes históricas, acerca da sua existência e da sua vida.

A data do seu nascimento foi variando consoante o tempo e as seitas cristãs de que dela se serviram. Há conhecimento de, pelo menos, 136 datas diferentes. Só em 337 d.C. o Papa Júlio I encerrou em definitivo o assunto, estabelecendo canonicamente o dia 25 de Dezembro como o nascimento de Jesus. Antes disso, durante todo esse tempo, a celebração do Natal fazia-se a 6 de Janeiro, data da visita dos Magos a Belém (Epifania). A data de 25 de Dezembro foi uma adaptação pois o historiador Crisóstomo, afirmava no ano de 390 d.C. que & também em Roma foi fixado, ultimamente, o nascimento de Cristo, de modo que, enquanto os pagãos celebravam as suas cerimónias, os cristãos pudessem realizar os seus ritos sem serem molestados. Assim, Crisóstomo, revela-nos que o motivo inicial da fixação da data 25 de Dezembro foi de ordem essencialmente pragmática, isto é, permitir que os cristãos celebrassem a sua festa sem serem molestados pelas autoridades pagãs.

Jesus nasce de uma Virgem

No entanto, existe um indicativo precioso no texto daquele autor; a menção à festa pagã desde há muito efectuada também nesta data. Essa festividade era a Brumália, em honra de Baco que, tal como Jesus, era cultuado pelos pagãos como um Salvador, um Deus Solar, pois o seu reaparecimento no hemisfério norte, permitia à humanidade que as sementes deitadas à terra, dessem fruto.

A civilização mediterrânica tinha sido viveiro de numerosos cultos e rituais pagãos. Alguns séculos antes de Jesus, e mesmo coevos do seu tempo, abundavam os templos e aras dedicados aos deuses tidos por solares, tais como Hércules entre os romanos, Apolo para os gregos, Adónis para os sírios, Osíris para os egípcios e o nosso Endovélico que foi adoptado inclusivé pelos romanos aquando da invasão de península Ibérica. Coisa curiosa é o facto, não obstante das diferenças sócio-políticas, raciais e culturais desses povos, dos cerimoniais serem similares e as linhas mestras das vidas dos seus heróis coincidentes. Assim, podemos ver que todos eles nasceram muito próximos do dia do nosso Natal; todos nasceram de uma mãe virgem; vieram à luz numa caverna ou gruta; foram considerados salvadores e mediadores entre os homens e o Deus/deuses; se consagraram ao serviço da humanidade e, finalmente, desceram aos infernos (infers/mundos interiores) fazendo a sua ressureição pouco tempo depois.

Assim, podemos verificar que todos os deuses de características solares nascem, segundo a tradição e mitologia, no solstício de Inverno, logo após o dia mais curto do ano, quando a luz solar (dia) começa o seu crescimento até à plenitude do solstício de Verão, em Junho. A data do solstício de Inverno foi sempre uma data com notariedade. Povos como os germanos, organizavam grandes festejos em sua honra. Os sacerdotes druidas utilizavam os ramos de visco para celebrarem o Sol nascente, o nasciturno. Dos vários cultos da época de Jesus, sobressaía, sem dúvida, o poderoso culto a Mithra, um deus solar. De origem iraniana, havia-se infiltrado por todo o império romano devido à acção das suas tropas. Mithra, também ele um Deus salvífico, havia nascido em 25 de Dezembro, celebrando o novo renascimento do Sol, o Natalis Solis.

A entrada do Sol no signo de Capricórnio permitia relacionar o mito Solar, difundido e aceite pelo povo, com a figura de Jesus, inculcando na tradição que ele nasceu como filho de Deus, dadas as relações de analogia com a natividade de Mithra. E foi por isso que Jesus passou a ser denominado o Sol da Rectidão para que substituísse Mithra, o Deus pagão da Luz, chamado Sol Invictus.

Jesus nasce de uma Virgem. Mas todos os deuses solares nascem de virgens. A maioria dos credos da antiguidade possui as suas imaculadas, as suas Marias ou Mayas. O nome de Maria provém de maré, que significa mar, simbolicamente a grande água a grande ilusão. A Virgem Maria, ela mesma, é conhecida como Stella Maris , Estrela do Mar.

A mãe de Mithra chamava-se Aredvi /esposa do Deus primordial), era virgem e imaculada. A mãe de Yeseus Krishna que viveu 3500 anos a.C., Devaki, era também virgem e imaculada. Repare-se na extraordinária semelhança entre os nomes de Yeseus Krishna e Jesus Cristo.

Não pode constituir pura casualidade que tantas virgens-mães e deusas da antiguidade tivessem nomes idênticos: a mãe de Baco era Mhyra; a mãe de Hermes ou Mercúrio chamava-se Myrra; Buda nasceu de Maya, E todos estes nomes Mhyra, Myrra, Maya e Maré são o mesmo que Maria.

De todos os factos históricos indicados atrás podemos intentar uma interpretação astrológica: O Filho de Deus, o Messias, nasce sempre de uma virgem, porque a 24 de Dezembro o signo zodiacal de Virgo (Virgem), ascende no horizonte. O simbolismo é evidente. Virgo permanece como signo ascendente, após ter dado à luz o seu filho, o Sol. Como Virgem Celestial permanece inalterável, imaculada, quando o Sol surge, dela, nos céus. Assim, Jesus o Messias, tal como o Sol nascente, nasce criança, débil e frágil, como os dias que iniciam timidamente o seu crescimento, duma Virgem Imaculada e Pura.

Como repararam, mantive durante toda esta prancha o nome de nascimento deste Deus Solar, unicamente como Jesus. Nunca o tratei por Cristo porque isso é outra estória. Se me permitirem, contá-la-ei numa prancha dedicada à Páscoa quando Ele se transmuta num Cristo.

INAUGURAÇÃO DO PALÁCIO MAÇÓNICO DA GRANDE LOJA NACIONAL PORTUGUESA EM MIRANDELA

Vai decorrer em 25 de Outubro a inauguração da SEDE ADMINISTRATIVA e do MUSEUda Grande Loja Nacional Portuguesa na cidade de Mirandela.

Trata-se de um Palácio Maçónico, do século XIX, vasto e muito bonito. Uma obra a ser visitada por todos os maçons e pelo público em geral.

Nesta fase já decorrer as obras de adaptação o Palácio ao serviço dos maçons, independentemente, da sua Obediência, e de todos os utentes que a ele queiram recorrer. Poderão consultar no site as fotografias do edifício tal como se encontram antes das referidas obras de beneficiação.

Assim, sendo este um projecto global, a Sede Administrativa será transferida da cidade de Bragança para a cidade de Mirandela.

Texto de Fernando Rodrigues.

Vai decorrer em 11 de Novembro um encontro entre os Irmãos da Grande Loja Nacional Portuguesa com bons irmãos regulares.

Esta reunião irá decorrer em Lisboa e será, certamente, uma reunião da qual iremos retirar conclusões de trabalho comum que muito dignificarão a maçonaria portuguesa.

Os irmãos da Grande Loja Nacional Portuguesa estão à disposição de todos os irmãos ou profanos, que assim o desejem, desde que os valores universais estejam ao serviço da Maçonaria e dos seus interessados.

Esta reunião vai realizar-se na cidade

Vai decorrer em 14 de Junho próximo, a 2º reunião semestral da R.·.L.·. Ibéria Fraternitas, com o nº 16 da Grande Loja Nacional Portuguesa.

Esta reunião vai realizar-se na cidade de Madrid e poderão participar neste encontro todos os maçons regulares e tradicionais.

Estarão presentes os representantes máximos das R.·.L.·. Génesis, a Oriente de Madrid, com o nº 1802 da Grande Loja de França, para além de Irmãos de várias RR.·.LL.·. de Barcelona, do país Basco e do Sul de França.

O encontro será realizado às 10:00 H. de Espanha, Sábado. Para as senhoras será efectuado um passeio cultural de grande qualidade, com tradução simultânea para português, espanhol e francês.

Com este encontro, a Grande Loja Nacional Portuguesa promove e desenvolve os laços de amizade fraterna com a Ibéria.

As nossas raízes, os nossos valores e o nosso comum património justificam estes altruísmos que tão bem sabemos, em comum, cultivar.

Solicite mais informações à Grande Secretaria Geral.

Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Estava uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação.

De repente, o gelo quebrou-se e uma das crianças caiu na água. A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar o seu amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

– Como conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!

Nesse instante apareceu um ancião e disse: – Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram: – Como?

O ancião respondeu: – Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que ele não seria capaz”.

POR QUE SÃO JOÃO, NOSSO PADROEIRO

Além de girar em torno de seu eixo, a Terra desloca-se no espaço, com um movimento de translação em torno do Sol, quando descreve uma elipse, de acordo com as leis de Kepler. Para o observador situado na Terra, todavia, é como se esta fosse fixa e o Sol se movesse em torno dela, seguindo um caminho, que, como já foi visto, é chamado de eclíptica.

Em sua marcha em torno do Sol, a Terra, descrevendo uma elipse, ficará mais próxima, ou mais afastada do astro da luz. O ponto mais próximo — 147 milhões de quilômetros — é o periélio; o mais afastado — 152 milhões de quilômetros — é o afélio. Se a Terra, no movimento de translação, girasse sobre um eixo vertical em relação ao plano da órbita, as suas diferentes regiões receberiam iluminação sempre sob o mesmo ângulo e a temperatura seria sempre constante, em cada uma delas. Mas, como o eixo é inclinado, em relação à órbita, essa inclinação faz com que os raios solares incidam sobre a Terra segundo um ângulo diferente, a cada dia que passa. E, assim, vão se sucedendo as estações: verão, outono, inverno e primavera.

Como os planos do equador terrestre e da eclíptica não coincidem, tendo uma inclinação, um em relação ao outro, de 23 graus e 27 minutos, eles se cortam ao longo de uma linha, que toca a eclíptica em dois pontos: são os equinócios. O Sol, em sua órbita aparente, cruza esses pontos, ao passar de um hemisfério celeste para outro; a passagem de Sul a Norte, marca o início da primavera no hemisfério Norte e do outono no hemisfério Sul; a passagem do Norte para o Sul, marca o início do outono no hemisfério Norte e da primavera no hemisfério Sul. Esses são os equinócios de primavera e de outono.

Por outro lado, nos momentos em que o Sol atinge sua maior distância angular do equador terrestre, ou seja, quando é máximo o valor de sua declinação, ocorrem os solstícios. Os dois solstícios ocorrem a 21 de junho e a 21 de dezembro; a primeira data marca a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Câncer, enquanto que a segunda é a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Capricórnio. No primeiro caso, o Sol está em afélio e é solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul; no segundo, o Sol está em periélio e é solstício de inverno no hemisfério Norte e de verão no hemisfério Sul. Portanto, o solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul, ocorre quando o Sol está em sua posição mais boreal (Norte), enquanto que o solstício de verão no hemisfério Sul e de inverno no hemisfério Norte, ocorre quando o Sol está em sua posição mais austral (Sul).

Por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são 21 de junho e 21 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista — 24 de junho — e de São João Evangelista — 27 de dezembro — elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando à atualidade. Hoje, a posse dos Grão-M

Maçonaria Tradicional e Regular Continental

5A Grande Loja Nacional Portuguesa é uma Obediência maçónica masculina, portuguesa que foi constituída com 4 (quatro) Lojas, 50 Obreiros, provenientes da Obediência regularmente consagrada pela Grande Loja Nacional Francesa, denominada Grande Loja Regular de Portugal. Esta última Obediência sofreu ainda uma outra cisão em 1996 que resultou na formação da Grande Loja Legal de Portugal – GLRP.

A Grande Loja Nacional Portuguesa foi formalmente constituída, a 09 de Março de 2000 no Cartório Notarial de Macedo de Cavaleiros, tendo sido reconhecida de imediato pela Maçonaria Regular Continental, em contraponto com a Maçonaria Regular Anglo-saxónica que reconheceu a Grande Loja Legal de Portugal- GLRP.

A Maçonaria tradicional ou regular continental assume a presença em Loja das chamadas Três Grandes Luzes da Maçonaria: o Esquadro, o Compasso e o Volume da Lei Sagrada. A Maçonaria praticada inspira-se na habitual Tradição da cultura maçónica continental de inspiração judaica-cristã, iniciando os seus trabalhos com a Bíblia aberta no prólogo do 4º Evangelho, João. Toleram ainda a presença de outros Volumes da Lei Sagrada, junto à Bíblia, no momento da prestação do juramento profano, no dia da iniciação, se a pessoa a ser admitida pertencer a uma religião diferente. A Bíblia na Maçonaria tradicional continental representa um símbolo e não é interpretado como um livro de qualquer religião revelada, mesmo que seja a do novo iniciado.

Na Maçonaria regular continental não é usado um livro em branco, ou a própria Constituição da Obediência, como se pratica noutras Obediências. Para estes maçons, o livro branco é considerado um arquétipo carente de sentido. E, praticando eles uma Maçonaria Tradicional ou de regularidade continental, a presença de um livro em branco não representa qualquer tradição, nem transmite qualquer origem.

A Maçonaria regular continental ou tradicional reconhece o Grande Arquitecto do Universo como um Principio. O Princípio da causa activa e original, considerando-o assim um símbolo menos redutor e menos determinante que a interpretação de Deus revelado das religiões e com enfoque metafísico acessível à razão humana. Para eles, o conceito tem a vantagem de conciliar as religiões dogmáticas e as religiões que não reconhecem a existência de um Deus criador ou de um demiurgo. Daí procuram o universalismo, praticando desta forma o Rito Escocês Antigo e Aceite que consideram assim ascender do incognoscível ao cognoscível, de vincular o visível e o invisível, de propor uma união do humano com o divino.

Mensagem do grão-mestre da GLNP

image4291BEM-VINDOS ESTIMADOS CONCIDADÃOS.Sample Image
A Grande Loja Nacional Portuguesa apresenta uma nova página na internet e, com ela, uma cordial saudação em meu nome e em nome de todos os Grandes Oficiais que representam os maçons tradicionais.
Todas as pessoas estão convidadas a fazerem connosco uma visita a este sitio, que é uma pequena parte da casa de todos os maçons que se dignam representar a maçonaria portuguesa, na sua essência dos valores maçónicos tradicionais e universais. Isso implica o compromisso, respeito, confiança, apreço e a esperança, constituindo uma ferramenta-chave para o desenvolvimento de Portugal.
Pela internet também podemos alargar ou promover a desmistificação da Instituição que representamos junto da sociedade, apresentado-lhe desta forma uma pequena parte das nossas preocupações e do nosso trabalho. Tem assim nas suas mãos aquilo que a sociedade de informação julga agora relevante.
Continuo à sua disposição, por qualquer meio, apresentando-lhe as minhas melhores saudações e os melhores pensamentos.
Álvaro Carva,
Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa

Grande-Chanceler da Informação

Onde há carências, onde há ignorância, onde há preconceitos, onde há discriminação, há transmissão do vírus, há expansão da incidência.

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Sida são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da SIDA e ao seu diagnóstico. Os estigmas relativos ao HIV/Sida são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos.

A Sida está a deixar de ser um problema de saúde para se tornar também uma questão de segurança mundial. Nos países onde a epidemia se propaga de forma descontrolada, a doença já representa um entrave ao desenvolvimento económico e gera grave instabilidade social. Desde que foi detectada pela primeira vez, em 1982, a Sida já infectou mais de 60 milhões de pessoas e matou 25 milhões. Actualmente, 42 milhões de pessoas vivem com Sida no mundo.

A doença que surgiu há pouco mais de 20 anos entre homossexuais masculinos já atinge, indiscriminadamente, homens e mulheres. A constatação está no novo relatório do Programa de Sida das Nações Unidas (Unaids). Pela primeira vez, as mulheres representam mais de 50% dos infectados. O aumento da contaminação entre as mulheres pode prejudicar gravemente a sociedade actual.

A Coordenação Nacional do HIV/Sida ao apresentar números, atesta esta realidade e revela um número que não é real das pessoas infectadas pelo vírus da Sida, já que grande parte da população não realiza  exames de diagnóstico.

A Grande Loja Nacional Portuguesa junta-se, tal como nos foi pedido, a esta onda de solidariedade. E apela aos governos, em especial ao governo português, que combatam as carências dos cidadãos, a ignorância, a fim de realizarmos em Portugal um País mais justo e solidário.

Por quem mais precisa!

Grande-Chanceler da Informação

Altos Graus Tradicionais. Raízes, História e Actualidade

7No passado havia somente dois graus maçónicos. Mais tarde, os “Sublimes Graus do Escocismo” complementaram a série dos três primeiros graus, o de Mestre, que surgiram do ofício, devendo o seu nome ao primeiro deles, o de Mestre Escocês, aparecido em Londres, até 1733.

Os mestres escoceses que se tinham estabelecido em França e que se encontravam sob a protecção de Luís XIV são mencionados pela primeira vez nas Ordenações da Grande Loja de França em 1743. Representavam uma corrente decididamente espiritualista que se confrontava com o racionalismo que ascendia nessa altura na cultura francesa. Promoviam assim com a espiritualidade experiências de conhecimento que os construtores medievais já tinham nas raízes profundas na Tradição iniciática das antigas culturas.

Os membros aderiam em força e, pela primeira vez, a Grande Loja de França aumentava o número de membros em detrimento da qualidade. Estas preocupações levaram o Conde de Clermont e grão-mestre da Grande Loja de França desde 1743 a aprovar uma oficina em Paris, de trabalho maçónico, denominada “S. João de Jerusalém”, cujos Estatutos atribuía aos Mestres Escoceses a guarda da Tradição maçónica nas lojas simbólicas. Estes Estatutos foram publicados em 1755.

Se as fontes da Maçonaria simbólica se conservam nas ilhas britânicas, as da Maçonaria Escocesa, tal como é praticada pelo Supremo Conselho de Portugal do Rito Escocês Antigo e Aceite e que tem um Tratado de Trabalho e Reconhecimento com a Grande Loja Nacional Portuguesa terão de ser procuradas na Europa continental e principalmente em França.

O conde de Clermont teve uma vida curta. Mas o suficiente para estender o sistema de graus à Alemanha. E, de uma forma irrefutável, foi emitida uma patente, outorgada em 1761 pela Loja de São João de Jerusalém que autoriza Etienne Morin, cavaleiro e príncipe de todas as ordens da Maçonaria de Perfeição, a estabelecer lojas do Rito de Perfeição na América e onde quer que fosse.Etienne Morin é, assim fundador da Loja Mãe Escocesa de Bordéus, que organizou em São Domingo e na Jamaica, durante a década de 1760, a Maçonaria de Perfeição, com vinte e cinco graus.